A Caminho do Sol – A peça que me emocionou!
Dedicada para o grupo de teatro da Igreja Bola
de Neve
Foi em uma sexta-feira quando um amigo,
ou melhor, meu melhor amigo me convidou para assistir a estreia de sua peça de
teatro e claro, eu não poderia deixar de ir prestigiá-lo, afinal de contas, ele
não é só meu melhor amigo, é meu confidente, meu irmão. Um cara que há mais de
15 anos está ao meu lado nos momentos bons e ruins.
Claro que eu, estava logo na primeira
fila...
O nome da peça era A Caminho do Sol,
que contava a trajetória de Moises, escolhido por Deus para levar seu povo Egípcio
para Israel, a Terra prometida.
Eu não tenho religião, e
sinceramente, eu não conhecia a história de Moises, mas, confesso que eu me
emocionei do começo ao fim do espetáculo, e olha que era uma comédia dramática,
mas, como sou mais dramática, tudo me emociona.
Logo no primeiro ato, eu me
transformei em um mar de lágrimas assistindo, ali, bem na minha frente, uma
guerra entre anjos e demônios.
Cena forte que arrepiou a todos que
lá estavam, ou, pelos menos a todos que estavam ao meu lado. Eu só ouvia um “chororo”
do meu lado, inclusive, o meu...
Os atores fenomenais, a face de cada
um, a serenidade dos anjos “bons” e ódio dos anjos “maus”, a realidade era
impressionante!
Meu amigo fez o anjo mau. Confesso
que logo pensei: Ele está no lugar errado, pois, se tivessem olhado direito pro
seu coração, ele estaria do outo lado, mas, eu sou amiga, não conta. Nessa
hora é como se eu fosse uma mãe coruja!
O primeiro ato ficará para sempre
cravado em meu coração, pois, a guerra entre o bem e o mau ainda esta muito
longe de acabar, porém, de todas as lutas que eu tive na vida, sempre o bem e o
amor ganharam! E olha que foram muitas lutas!
Outro ato que me emocionou muito, foi
a cena da morte do filho do Faraó.
O ator me emocionou desde quando
entrou em cena. Ele conseguiu captar a personalidade forte e arrogante do
personagem de uma forma exemplar, desde os gestos, o tom de voz... Simplesmente
espetacular!
Em uma das cenas do Faraó, o mesmo
blasfema a Deus e depois quando está com seu filho desfalecido em seus braços,
pedi perdão a Deus.
É sempre assim, só acreditamos na
força de Deus quando passamos por provas!
Entre tantas outras cenas que me
emocionaram muito, vou falar de mais uma que para mim foi a mais emocionante de
todas, talvez (ou quase certeza) por eu ser poeta e os poetas amam as
estrelas...
Nesta cena, estavam Moises, uma
pequenina múmia (que em minha opinião deveria ser contratada pela Rede Globo para a
novela das 19:00hrs), e um velhinho que foi o fiel escudeiro de Moises por exatos
40 anos, deitados contemplando as estrelas.
Então, de repente, esse “velhinho” (me perdoem os atores, não me lembro do nome
do personagem, pois, sou muito esquecida), começou a contar a história de algumas
estrelas.
Começou, se não me engano, pela
Cruzeiro do Sul, depois contou a história das três Marias e então, chegou na
estrela mais brilhante do céu, porém, a mais solitária também!
E continuou dizendo que, essa
estrela, a mais brilhante de todas, sempre está afastada das outras,
pois, seu brilho é tanto que as demais estrelas não conseguem ficar perto
dela e que por esse motivo, ela é a estrela solitária do céu!
Nessa hora, confesso que fui remetida
para minha infância, quando eu ficava todas as noites com minha tia contando as
estrelas do céu e ela, por sua vez, me contava a mesma história das mesmas
estrelas contadas na peça! Emocionante!
Bom, analisando a história da estrela
mais brilhante do céu e por sua vez a mais solitária, não foi isso que eu senti
com os atores que protagonizaram essa peça. E quando eu digo protagonizaram a
peça é porque eu não vi nenhum ator ser coadjuvante.
Cada um dos atores brilhou de uma
forma tão radiante que o espaço se iluminava a cada segundo e, ao contrário da
estrela solitária do céu, o brilho de cada um deles foi na mesma proporção
e juntos, fizeram daquela peça, uma das melhores que eu já assiste.
Que esses atores possam seguir seu
Caminho ao Sol e que seus brilhos continuem sem nunca se apagar. Sendo vocês atores
profissionais ou não, foram um verdadeiro espetáculo!
E então, quando a peça terminou, me
levantei e olhei bem na minha frente e lá estava meu amigo e aplaudi a todos
com muito carinho e ainda por cima, sai de lá abençoada com uma linda oração de
paz, feita pela múmia.
Um grande beijo a todos!
Por Alexandra Collazo.
03/02/2015





